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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Voltando a falar de transposição!
O projeto visa ao fornecimento de água para vários fins, sendo que a maioria seriam dedicados à irrigação: 70% para irrigação, 26% para uso industrial e 4% para população difusa. Prevê-se que o sistema de transposição esteja em plena operação entre 15 e 20 anos do início das obras.
A área de abrangência dos impactos divulgados pelo RIMA compreende uma faixa ao longo dos canais de transposição com 5 km de largura para cada lado. Uma das críticas que se faz ao projeto é a ausência de estudos sobre os impactos na bacia doadora e seus afluentes e nas bacias receptoras.
Os ecológicos radicais, as vezes, criam críticas sem sentido, outrora, tem algum cabimento, tire suas próprias conclusões, só não seja tão egoísta, o rio é de todos.
A polêmica em torno da transposição ocorre sobretudo em relação ao Eixo Norte, que prevê o desvio de águas para o Ceará. Isto porque o Eixo Leste, que levará água para Pernambuco e Paraíba utilizará rios dentro da própria bacia, o que não configura transposição. Além disto, segundo vários opositores da transposição, neste caso, há comprovada escassez para consumo humano, embora alguns questionem se não há opções mais econômicas.
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Deus é brasileiro
Você deve está pensando que essa postagem é ultrapassada, não é bem assim, no sertão não tem nada velho, tudo é necessário, e nada como um bom filme para mim indicar para vocês.
Sinopse: Cansado de tantos erros cometidos pela humanidade, Deus (Antônio Fagundes) resolve tirar umas férias dela, decidindo ir descansar em alguma estrela distante. Para tanto precisa encontrar um substituto para ficar em seu lugar enquanto estiver fora. Deus resolve então procurá-lo no Brasil, país tão religioso que ainda não tem um santo seu reconhecido oficialmente. Seu guia em sua busca é Taoca (Wagner Moura), um esperto pescador que vê em seu encontro com Deus sua grande chance de se livrar dos problemas pessoais. Juntos eles rodarão o Brasil em busca do substituto ideal.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Grande Sertão
Região com cultura, sabor, cores, sons e traços marcantes. Terra de um povo forte, trabalhador e esperançoso, do cordel e cangaceiros. Diferente do que a maoria das pessoas penssam, o sertão não é só miséria.Esta aqui é existente como em qualquer outro lugar.
O sertão brasileiro reserva uma extensa lista história, como o maior cangaceiro, Lampião; o famoso Luiz Gonzaga; o excelente cordelista Patativa do Assaré; a escultora de obras em barro Ana das Carrancas; além de ser o lugar das maiores inspirações mundial.
Sendo Petrolina, com seus mais de 250.000 habitantes, a cidade que mais cresce no Nordeste Brasileiro em pleno Sertão Nordestino, graças a agricultura irrigada, que faz de Petrolina, juntamente com Juazeiro, a região que mais produz frutas no Brasil, passando por um desenvolvimento fantástico.
A região que estende-se desde o norte de Minas Gerais até quase toda a região Nordeste do Brasil caracteriza-se pelo predomínio do clima semi-árido, com ocasionais períodos de estiagem, contém belezas naturais exuberantes que não são encontradas em mais nenhum lugar do planeta.
O sertanejo não tem vergonha do que é, ele se orgulha e batalha o máximo para permanecer em sua terra.
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O Cangaço
História e ideologia
Os cangaceiros eram homens que andavam armados e em bandos pelo sertão nordestino nas primeiras décadas do século XX. Tinham suas próprias regras de conduta e suas próprias leis. Vagavam de um local para o outro (não possuíam residência fixa), vivendo de saques e doações. Eles eram temidos pelas pessoas e espalhavam o medo por onde passavam. Freqüentemente enfrentavam as forças policiais do governo.
Os cangaceiros usavam roupas e chapéus de couro, pois andavam muito pela catinga. Este tipo de vegetação possui muitos espinhos e esta roupa fornecia proteção aos cangaceiros. Existiram vários bandos de cangaceiros, porém o mais conhecido foi o liderado por Lampião (conhecido como o "rei do cangaço"). Outros cangaceiros conhecidos deste período foram Antônio Silvino e Corisco.
Os cangaceiros começaram a desaparecer do cenário nordestino durante o governo Vargas. No final da década de 1930, o governo federal intensificou o combate aos cangaceiros. Lampião e seus companheiros, por exemplo, foram executados em 1938.
A foto abaixo mostra a àrea de influência do Cangaço no Sertão.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Cordel do Fogo Encantado
Em 1997 um grupo teatral voltou a atenção para a cidade de Arcoverde. Nascia o espetáculo "Cordel do Fogo Encantado", basicamente de poesia, onde a música ocuparia um espaço de ligação entre essa poesia. Começou em um ambiente de teatro e as pessoas envolvidas eram relacionadas ao teatro. Na formação, José Paes de Lira, Clayton Barros e Emerson Calado. Por dois anos, o espetáculo, sucesso de público, percorreu o interior do estado.
Em Recife, o grupo ganhou mais duas adesões que iria modificar sua trajetória: os percussionistas Nego Henrique e Rafa Almeida. No carnaval de 1999 o Cordel se apresenta no Festival Rec-Beat e o que era apenas uma peça teatral ganha contornos de um espetáculo musical. Ao lirismo das composições somou-se a força rítmica e melódica dos tambores de culto-africano e a música passou a ficar em primeiro plano. A estréia no carnaval pernambucano mais uma vez chamou a atenção de público e crítica e o que era, até então, sucesso regional, ultrapassou as fronteiras, ganhando visibilidade em outros estados e o status de revelação da música brasileira.
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Em Recife, o grupo ganhou mais duas adesões que iria modificar sua trajetória: os percussionistas Nego Henrique e Rafa Almeida. No carnaval de 1999 o Cordel se apresenta no Festival Rec-Beat e o que era apenas uma peça teatral ganha contornos de um espetáculo musical. Ao lirismo das composições somou-se a força rítmica e melódica dos tambores de culto-africano e a música passou a ficar em primeiro plano. A estréia no carnaval pernambucano mais uma vez chamou a atenção de público e crítica e o que era, até então, sucesso regional, ultrapassou as fronteiras, ganhando visibilidade em outros estados e o status de revelação da música brasileira.
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Museu do Sertão - PETROLINA
O acervo é constituído por mais de três mil objetos reunidos em coleções onde o meio ambiente, a cultura indígena, o artesanato, a moradia rural, os valores da economia, da política, da religião, da sociedade sertaneja como um todo, se apresentam em uma montagem museográfica e museológica bastante definida.
Um agradável passeio por entre as marcas do passado, presentes em pertences de vultos como Lampião - o rei do cangaço, Dom Malan - primeiro bispo de Petrolina, coronel Quelê - patriarca da família Coelho, Joãozinho do Pharol - pioneiro da imprensa escrita do interior do Nordeste e tantos outros. Um encontro também com a fauna, a flora e as evoluções tecnológicas que transformaram a caatinga ressequida em verdes campos produtivos.
Um agradável passeio por entre as marcas do passado, presentes em pertences de vultos como Lampião - o rei do cangaço, Dom Malan - primeiro bispo de Petrolina, coronel Quelê - patriarca da família Coelho, Joãozinho do Pharol - pioneiro da imprensa escrita do interior do Nordeste e tantos outros. Um encontro também com a fauna, a flora e as evoluções tecnológicas que transformaram a caatinga ressequida em verdes campos produtivos.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Bichos da nossa terra
Os animais da Caatinga são diversificados e andam em pequenos grupos. São eles, os bravos animais da região, que sobrevivem à seca e as adversidades do clima, proporcionando um espetáculo de cores, um milagre da natureza. Vão desde répteis comuns do ambiente seco (44 espécies de lagartos, 47 espécies de serpentes e 3 de crocodilos) a mamíferos de pequeno e grande porte, passando por aves, anfíbios (9 espécies) e quelônios (4 espécies). Alguns deles encontram-se em vias de extinção - mais especificamente 20 espécies - e têm causas em seu apoio para serem preservados. Vamos conhecer um pouco mais a respeito desses animais tão peculiares.
• Ararinha-Azul (Cyanopsitta spixii): restrita ao Piauí, Maranhão e extremo Norte da Bahia (Sul do rio São Francisco), chega a medir até 57 cm. Apresenta plumas azuis, asas e cauda muito longas e escuras, bico negro com um grande dente maxilar e íris mostarda. Seriamente ameaçada de extinção, não consegue-se mais observá-la em vida livre. Só existem 78 animais da espécie no mundo - 8 delas no Brasil -, tornando-a uma das mais raras espécies animais. Apresenta hábitos herbívoros (manifestando preferência pela fruta conhecida como buriti), mas em cativeiro é alimentada com uma espécie de massa. A devastação de árvores da Caatinga compromete a reprodução do animal, que faz ninhos ocos em plantas altas e velhas. Outros de seus nomes populares são: arara-celeste, arara-do-nordeste e arara-spixi. O nome científico da espécie é uma homenagem ao naturalista alemão Johann Baptiste von Spix.

• Carcará (Caracara cheriway): Falconídeo tipicamente brasileiro, também pode ser conhecido como carancho e cará-cará. Apresenta uma espécie de chapeuzinho preto na cabeça, que se distingue pela pelagem branca ao redor dos olhos, também preta no resto do corpo e amaronzada com listras escuras no peito. Diferentemente dos falcões, não é um predador ativo, e sim "oportunista", alimentando-se de presas fáceis, como anfíbios, roedores e insetos. Pode atacar criações de pequenos caprinos, geralmente acompanhado de urubus. Pode aproximar-se de humanos que possuem pequenas propriedades de terra.

• Onça-Pintada (Panthera onca): Muito similar à primeira vista com o leopardo (é fácil diferenciá-los pela diferença do padrão de pintas), a onça-pintada teve origem nas regiões mais quentes e secas do Brasil, Argentina e Estados Unidos. Pode medir até 2,60m e alcançar os 115kg. É o maior mamífero carnívoro do país, necessitando de pelo menos 2kg de alimento (composto de antas, capivaras, queixadas, tamanduás e outras presas fáceis, já que trata-se de uma exímia caçadora) por dia. É a única espécie de felinos que ataca as presas com mordidas na cabeça. Classificada como "Quase ameaçada de extinção", a onça vem perdendo gradativamente seu espaço natural, que tem sido devastado através do desmatamento para criação de áreas agrícolas ou cultivo de animais. Isso tem intensificado o ataque de onças a rebanhos de bovinos para obtenção de alimento, já que, também, tem se verificado um declínio na população das presas naturais do animal. Símbolo da fauna brasileira, também pode ser conhecida como jaguar ou jaguaretê, que tem origem do termo guarani jaguarete.

Fonte
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• Ararinha-Azul (Cyanopsitta spixii): restrita ao Piauí, Maranhão e extremo Norte da Bahia (Sul do rio São Francisco), chega a medir até 57 cm. Apresenta plumas azuis, asas e cauda muito longas e escuras, bico negro com um grande dente maxilar e íris mostarda. Seriamente ameaçada de extinção, não consegue-se mais observá-la em vida livre. Só existem 78 animais da espécie no mundo - 8 delas no Brasil -, tornando-a uma das mais raras espécies animais. Apresenta hábitos herbívoros (manifestando preferência pela fruta conhecida como buriti), mas em cativeiro é alimentada com uma espécie de massa. A devastação de árvores da Caatinga compromete a reprodução do animal, que faz ninhos ocos em plantas altas e velhas. Outros de seus nomes populares são: arara-celeste, arara-do-nordeste e arara-spixi. O nome científico da espécie é uma homenagem ao naturalista alemão Johann Baptiste von Spix.
• Carcará (Caracara cheriway): Falconídeo tipicamente brasileiro, também pode ser conhecido como carancho e cará-cará. Apresenta uma espécie de chapeuzinho preto na cabeça, que se distingue pela pelagem branca ao redor dos olhos, também preta no resto do corpo e amaronzada com listras escuras no peito. Diferentemente dos falcões, não é um predador ativo, e sim "oportunista", alimentando-se de presas fáceis, como anfíbios, roedores e insetos. Pode atacar criações de pequenos caprinos, geralmente acompanhado de urubus. Pode aproximar-se de humanos que possuem pequenas propriedades de terra.
• Onça-Pintada (Panthera onca): Muito similar à primeira vista com o leopardo (é fácil diferenciá-los pela diferença do padrão de pintas), a onça-pintada teve origem nas regiões mais quentes e secas do Brasil, Argentina e Estados Unidos. Pode medir até 2,60m e alcançar os 115kg. É o maior mamífero carnívoro do país, necessitando de pelo menos 2kg de alimento (composto de antas, capivaras, queixadas, tamanduás e outras presas fáceis, já que trata-se de uma exímia caçadora) por dia. É a única espécie de felinos que ataca as presas com mordidas na cabeça. Classificada como "Quase ameaçada de extinção", a onça vem perdendo gradativamente seu espaço natural, que tem sido devastado através do desmatamento para criação de áreas agrícolas ou cultivo de animais. Isso tem intensificado o ataque de onças a rebanhos de bovinos para obtenção de alimento, já que, também, tem se verificado um declínio na população das presas naturais do animal. Símbolo da fauna brasileira, também pode ser conhecida como jaguar ou jaguaretê, que tem origem do termo guarani jaguarete.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Danças típicas da região!
Xaxado: É uma dança popular criada no Sertão pernambucano, muito praticada pelos cangaceiros da região, em comemoração as suas vitórias. O nome é devido ao barulho das sandálias dos cangaceiros contra a areia do sertão. É uma dança de guerra e divertimento criada pelos cangaceiros de Lampião no inicio dos anos 1920, em Vila Bella, atual Serra Talhada. Ainda na época, o cangaço tornou-se popular em todos os bandos de cangaceiros espalhados pelos sertões nordestinos. Era uma dança exclusivamente masculina, por isso nunca foi considerada uma dança de salão, mesmo porque naquela época ainda não havia mulheres no cangaço.

Forró: É uma festa popular brasileira, de origem nordestina, conhecida também por arrasta-pé, bate-chinela, fobó, forrobodó. No forró, vários ritmos musicais dessa região, como baião, a quadrilha, o xaxado, que tem influências holandesas e o xote, que veio de Portugal e são tocados, tradicionalmente, por trios, compostos de um sanfoneiro (tocador de acordeão -- que no forró é tradicionalmente a sanfona de oito baixos), um zabumbeiro e um tocador de triângulo. Hoje em dia, é o estilo musical mais comum no Nordeste, sendo apreciado por muitos, desde os nativos aos turistas.

Maracatu: É uma manifestação cultural da música folclórica pernambucana afro-brasileira. É formada por uma percussão que acompanha um cortejo real. Como a maioria das manifestações populares do Brasil, é uma mistura das culturas indígena, africana e européia. Surgiu em meados do século XVIII. Foi criada para formar uma critíca a corte portuguesa.

O Artesanato de Mestre Vitalino

Embora não tenha nascido no Sertão, e sim em Caruaru (às margens do rio Ipojuca), Vitalino Pereira dos Santos imortalizou-se como Mestre ceramista retratando os mais diversos personagens, muitos característicos da região sertaneja: retirantes, vaqueiros, pastores, padres, Lampião, Maria Bonita e seu bando de cangaceiros...
Sua história artística começou despretensiosamente na infância, quando o pequeno Vitalino moldava em cerâmica pequenos animais, bonecos, louças, e os punha para assar no forno contruído pelo pai, humilde lavrador, junto com as peças da mãe. As criações de mãe e filho eram levadas à feira de Caruaru em cangalhas de jegue, onde eram vendidas. O que parecia apenas uma brincadeira de menino tornou-se algo sério e as miniaturas de Vitalino, cada vez mais diversificadas, passaram a ser produzidas por encomenda. Com o tempo, o sucesso do Mestre foi aumentando e ele, que até 1950 era analfabeto e carimbava suas peças, aprendeu a escrever o próprio nome e autenticar sua arte.
Após criar escolas, ensinar sua arte e alcançar reconhecimento internacional, Vitalino morreu deixando seu legado artístico para os filhos Severino e Amaro, que continuaram cuidando para que a obra de Mestre Vitalino continuasse sendo reproduzida.
Apreciada nacional e internacionalmente até os dias de hoje (saiu do agreste pernambucano, espalhou-se pelo Brasil alcança diversos outros países!), encanta por sua sensibilidade e riqueza de detalhes, formas que expressam a beleza e a cultura de um Sertão com uma delicadeza só alcançável pelos olhos de um menino que, apesar do tempo, Vitalino nunca deixou de ser.
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