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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Imagem do Dia


Ao contrário da imagem de ontem. Aquele solo seco, sem fertilidade... Temos aqui uma pequena amostra do que é nossa terra. A foto é da ponte Presidente Dutra e ao lado direito é Juazeiro - BA vizinha a Petrolina - PE... Cidades Belíssimas e que não deixa a desejar em nada... "Nela em se plantando, tudo dá!" Quer dizer, plantas que gostam de clima tropical...

Mais Informações: Wiki

terça-feira, 20 de julho de 2010

Imagem do Dia


Nossa região já foi assim, pouquíssimos casos ou regiões ficam assim...
Ainda mais com a transposição que vai ajudar esse povo indiretamente, porque a intenção da transposição é beneficiar os RICOS, INVESTIDORES e os pobres pegam um certa " CARONA"...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Seminário define estratégias para enfrentar ação de mineradoras na região




Foi realizado semana passada um seminário para discutir os impactos da mineração na região de Juazeiro. Cerca de 50 representantes de comunidades rurais, pastorais sociais, movimentos sociais, sindicatos e ONG’s estiveram presentes na atividade, que aconteceu no Centro de Treinamento de Líderes, em Carnaíba do Sertão, em Juazeiro. Entre os dias 13 e 16 de outubro, será realizada a Jornada da Mineração, com visitas às comunidades, atividades com escolas e universidades, denúncia nos meios de comunicação e órgãos públicos, entre outras ações.
Durante o seminário, foi apresentado um diagnóstico sobre os avanços e impactos que a atividade mineral tem gerado nas comunidades e como as famílias estão resistindo em nove municípios da região: Juazeiro, Curaçá, Uauá, Casa Nova, Sobradinho, Sento Sé, Pilão Arcado, Remanso e Campo Alegre de Lourdes.
A atividade mineral na região, mesmo grande parte em fase de pesquisa, já apresenta vários danos ao meio ambiente e às comunidades rurais, como desmatamento de árvores nativas; contaminação de aguadas, causado morte de animais; e problemas de saúde nas pessoas, gerado pelo pó da extração mineral.
Outro problema apontado no diagnóstico é a respeito da localização das pesquisas de minérios. Muitas autorizações de pesquisas são concedidas para acontecer em áreas tradicionais de fundos de pasto, assentamentos de reforma agrária e margens de rios e riachos.
Os minérios mais cobiçados para pesquisa na região são ferro, manganês e fosfato, seguidos de quartzito, granito, cobre, mármore e níquel.
Nas discussões realizadas durante o seminário, os participantes puderam conhecer também a realidade da mineração na Bahia, no Brasil e no mundo, percebendo que o crescimento deste setor não é exclusivo do semi-árido, mas sim um dos empreendimentos que mais gera lucro para empresas e governos. Conclui-se também que os avanços da mineração fazem parte de um contexto mais amplo, que é o de um modelo de desenvolvimento consumista.

domingo, 4 de outubro de 2009

Obras de drenagem nos perímetros irrigados em ritmo acelerado



Parece que um dos maiores clamores dos colonos dos principais perímetros irrigados de Petrolina serão, enfim, resolvidos. A 3ª Superintendência Regional do Vale do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) já investiu R$ 1 milhão em obras de drenagem em 2009. Até o final do ano a previsão é de que R$ 3,5 milhões sejam cheguem para ampliar os serviços.
A Companhia sanou definitivamente os 50 quilômetros de drenos que apresentavam problemas de encharcamento, sobretudo no período dos grandes temporais na região. Além disso, vai investir em mais 56 quilômetros de drenos nos dois perímetros, perfazendo mais de 100 quilômetros de drenagem este ano.
Além de evitarem o encharcamento do solo, os drenos são importantes porque impedem a salinização do terreno.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A Univasf também está com a mão na massa!








No projeto da transposição do rio São Francisco, um grupo da Univasf, instalou-se em uma base móvel,  para fiscalizar a fauna e a flora e o nome desse projeto é CEMAFAUNA - CAATINGA.
Como sabemos os estudos do Bioma Caatinga são incipientes, e constatou-se que para a implantação do Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias do Nordeste Setentrional há também a necessidade do conhecimento da biologia da espécies de fauna como taxonomia, relações filogenéticas, auto-ecologia, biogeografia e inter-relações da Fauna com a diversidade de ambientes das Caatingas.     
Deste modo o Programa Básico Ambiental de Conservação da Fauna do Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional estará inserido numa rede de estratégias para a Conservação do Bioma Caatinga.
     Site do Cemafauna - Caatinga

Voltando a falar de transposição!



                                                  Parte do canal em construção com água da chuva

O projeto visa ao fornecimento de água para vários fins, sendo que a maioria seriam dedicados à irrigação: 70% para irrigação, 26% para uso industrial e 4% para população difusa. Prevê-se que o sistema de transposição esteja em plena operação entre 15 e 20 anos do início das obras.

A área de abrangência dos impactos divulgados pelo RIMA compreende uma faixa ao longo dos canais de transposição com 5 km de largura para cada lado. Uma das críticas que se faz ao projeto é a ausência de estudos sobre os impactos na bacia doadora e seus afluentes e nas bacias receptoras.

Os ecológicos radicais, as vezes, criam críticas sem sentido, outrora, tem algum cabimento, tire suas próprias conclusões, só não seja tão egoísta, o rio é de todos.




                                              Enorme canal da transposição passando por Cabrobó - PE

A polêmica em torno da transposição ocorre sobretudo em relação ao Eixo Norte, que prevê o desvio de águas para o Ceará. Isto porque o Eixo Leste, que levará água para Pernambuco e Paraíba utilizará rios dentro da própria bacia, o que não configura transposição. Além disto, segundo vários opositores da transposição, neste caso, há comprovada escassez para consumo humano, embora alguns questionem se não há opções mais econômicas.

O arroz do sertão


                                                              Fotografando o arroz vermelho
 
Tive uma viagem de documentação do cultivo de arroz vermelho na Paraíba. Nossa equipe enfrentou quase 10 horas de estrada a partir de Recife para chegar até o município de Santana dos Garrotes. Apesar das boas estradas, o calor e o ar abafado tornam tudo mais lento e complicado para quem não tem o costume.
O arroz vermelho é um cultivo tradicional que estará sob forte ameaça caso o arroz transgênico seja aprovado. Aqui na Paraíba a produção é orgânica e realizada em solo seco, após muitos séculos de melhoramento genético. A proposta da documentação é conhecer um pouco melhor as comunidades que promovem essa produção.
Veja algumas fotos da viagem até o interior do nosso país e continue acompanhando aqui no blog as novidades dessa cobertura.


                                                                Arroz vermelho do Sertão paraibano

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Projeto Pontal - Mais desenvolvimento!



O projeto de irrigação Pontal, localizado no município de Petrolina, PE, possui uma área total de 33.526 hectares, dos quais 7.717 são de terras irrigáveis. O governo brasileiro já construiu uma parcela significativa de infra-estrutura comum de irrigação do Projeto e, por intermédio da Codevasf, decidiu transferir as áreas do Pontal para o setor privado a partir de uma Parceria Público-Privada (PPP) para o desenvolvimento da região com agricultura irrigada intensiva.

Nessa PPP, as atribuições do setor privado serão finalizar a construção para operar e manter a infra-estrutura comum e alocar terra aos usuários agrícolas do projeto, que terão liberdade na escolha das culturas. A terra será transferida ao vencedor da licitação sem nenhum custo e o concessionário terá duas principais responsabilidades: ocupar a terra em até 6 anos a contar da assinatura do contrato e garantir que a empresa agrícola irá alocar no mínimo 25% das terras irrigáveis para pequenos agricultores que serão integrados à cadeia produtiva.




O Vale do São Francisco é hoje o maior pólo de produção de frutas do Brasil, exportando mais de US$ 100 milhões em frutas/ano, em sua maior parte em terras irrigadas. A região do Pontal possui uma infra-estrutura logística estabelecida para exportação, incluindo três portos e estradas em boas condições. Além disso, o aeroporto de Petrolina, a aproximadamente 40 km do Pontal, administra aviões de carga que exportam frutas para outros continentes.

Para maiores informações sobre o Projeto de Irrigação Pontal, veja na página da internet http://www.pontal.org/projeto.html.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Transposição do nosso rio !








A transposição do Rio São Francisco se refere ao polêmico e antigo projeto de transposição de parte das águas do Rio São Francisco, no Brasil, nomeado pelo governo brasileiro como "Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional". O projeto é um empreendimento do Governo Federal, sob responsabilidade do Ministério da Integração Nacional – MI. Orçado atualmente em R$ 4,5 bilhões, que prevê a construção de dois canais que totalizam 700 quilômetros de extensão. Tal projeto, teoricamente, irrigará a região nordeste e semi-árida do Brasil. A polêmica criada por esse projeto tem como base o fato de ser uma obra cara e que abrange somente 5% do território e 0,3% da população do semi-árido brasileiro e também que se a transposição for concretizada afetará intensamente o ecossistema ao redor de todo o rio São Francisco. Há também o argumento de que essa transposição só vai ajudar os grandes latifundiários nordestinos pois grande parte do projeto passa por grandes fazendas e os problemas nordestinos não serão solucionados. O principal argumento da polêmica dá-se sobretudo pela destinação do uso da água: os críticos do projeto alegam que a água será retirada de regiões onde a demanda por água para uso humano e dessendentação animal é maior que a demanda na região de destino e que a finalidade última da transposição é disponibilizar água para a agroindústria e a carcinicultura.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Animais ameaçados de extinção

O crescimento da população sertaneja é uma realidade. Uma realidade maior é que, cada vez mais, precisamos de mais espaço para a sobrevivência da nossa espécie. Os desmatamentos na região do bioma Caatinga é outra realidade. Logo, esse desmatamento incontrável no nosso bioma vai tomando o habitat natural das espécies que, há muito tempo, habitam aquela região. Há na Caatinga dois animais que podem desaparecer dos ambientes naturais e que só poderam ser vistos em cativeiro: O mutum-do-nordeste e a Ararinha-azul.

A Ararinha-azul



Cobiçada no mercado internacional por causa de sua plumagem. Há apenas cinquenta desses animais, vivendo no sertão/litoral baiano e no Piauí.

O Mutum-do-nordeste



Os últimos exemplares dessa ave vivem em cativeiro para o percepção de reprodução do animal que vive na Caatinga ou no litoral de Alagoas (essa ave abondona o Sertão na época da seca).

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Cangaço



História e ideologia

Os cangaceiros eram homens que andavam armados e em bandos pelo sertão nordestino nas primeiras décadas do século XX. Tinham suas próprias regras de conduta e suas próprias leis. Vagavam de um local para o outro (não possuíam residência fixa), vivendo de saques e doações. Eles eram temidos pelas pessoas e espalhavam o medo por onde passavam. Freqüentemente enfrentavam as forças policiais do governo.

Os cangaceiros usavam roupas e chapéus de couro, pois andavam muito pela catinga. Este tipo de vegetação possui muitos espinhos e esta roupa fornecia proteção aos cangaceiros. Existiram vários bandos de cangaceiros, porém o mais conhecido foi o liderado por Lampião (conhecido como o "rei do cangaço"). Outros cangaceiros conhecidos deste período foram Antônio Silvino e Corisco.

Os cangaceiros começaram a desaparecer do cenário nordestino durante o governo Vargas. No final da década de 1930, o governo federal intensificou o combate aos cangaceiros. Lampião e seus companheiros, por exemplo, foram executados em 1938.

A foto abaixo mostra a àrea de influência do Cangaço no Sertão.

sábado, 29 de agosto de 2009

Mudanças climáticas no Brasil - Consequências Para o Nordeste

Mudanças climáticas no Brasil: o futuro

As projeções de clima, liberadas pelo Quarto Relatório do IPCC (IPCC AR4), têm mostrado cenários de secas e eventos extremos de chuva em grandes áreas do planeta. No Brasil, a região mais vulnerável, do ponto de vista social, à mudança de clima, seria o interior de Nordeste, conhecida como semi-árido, ou simplesmente o “sertão”. Reduções de chuva aparecem na maioria dos modelos globais do IPCC AR4, assim como um aquecimento que pode chegar até 3-4ºC para a segunda metade do século XXI. Isso acarreta reduções de até 15-20% nas vazões do rio São Francisco.

O Relatório do Clima do Brasil, produzido recentemente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), tem estudado as mudanças de clima no Brasil, e para o Nordeste, para finais do século XXI. Este relatório tem usado modelos regionais de até 50 km de resolução animados no modelo global de HadAM3 do Centro Climático do Reino Unido (Hadley Centre). Segundo este relatório do Inpe, estes seriam os possíveis impactos da mudança de clima, considerando os cenários otimistas e pessimistas propostos pelo IPCC:

No cenário climático pessimista, as temperaturas aumentariam de 2 ºC a 4 ºC e as chuvas de reduziriam entre 15-20% no Nordeste até o final do século XXI. No cenário otimista, o aquecimento seria entre 1-3 ºC e a chuva ficaria entre 10-15% menor que no presente.

Essas mudanças no clima do Nordeste no futuro podem ter os seguintes impactos:

* A caatinga pode dar lugar a uma vegetação mais típica de zonas áridas, com predominância de cactáceas. O desmatamento da Amazônia também afetará a região.
* Um aumento de 3ºC ou mais na temperatura média deixaria ainda mais secos os locais que hoje têm maior déficit hídrico no semi-árido.
* A produção agrícola de subsistência de grandes áreas pode se tornar inviável, colocando a própria sobrevivência do homem em risco.
* O alto potencial para evaporação do Nordeste, combinado com o aumento de temperatura, causaria diminuição da água de lagos, açudes e reservatórios.
* O semi-árido nordestino ficará vulnerável a chuvas torrenciais e concentradas em curto espaço de tempo, resultando em enchentes e graves impactos sócio-ambientais. Porém, e mais importante, espera-se uma maior freqüência de dias secos consecutivos e de ondas de calor decorrente do aumento na freqüência de veranicos.
* Com a degradação do solo, aumentará a migração para as cidades costeiras, agravando ainda mais os problemas urbanos.

Conseqüências da mudança do clima no Nordeste:

As projeções apresentadas no Relatório do Clima do Inpe foram geradas usando modelos climáticos globais e regionais, e o fato de todos os modelos convergirem numa situação de clima mais quente e seco pode fazer com que consideremos essas projeções como tendo um grau de certeza grande. Considerando um modelo em particular (o modelo do Centro Climático britânico - Hadley Centre) e o cenário pessimista, apresenta uma tendência de extensão da deficiência hídrica por praticamente todo o ano para o Nordeste, isto é, tendência a “aridização” da região semi-árida até final do século XXI. Define-se “aridização” como sendo uma situação na qual o déficit hídrico que atualmente apresenta-se no semi-árido durante 6-7 meses do ano seja estendido para todo o ano, conseqüência de um aumento na temperatura e redução das chuvas. Em resumo, grande parte do semi-árido nordestino, onde a agricultura não irrigada já é atividade marginal, tornar-se-ia ainda mais marginal para a prática da agricultura de subsistência.

Aquecimento global, com a elevação do nível dos oceanos, aumento da intensidade e da freqüência das ressacas nos últimos anos, a ocupação irregular da orla e mudanças provocadas pelo homem nos rios que desaguam no mar são apontados, por especialistas em climatologia e fenômenos marinhos, como causas mais prováveis da redução das praias. Uma elevação de 50 cm no nível do Atlântico poderia consumir 100 metros de praia no Norte e no Nordeste. Em Recife, por exemplo, a linha costeira retrocedeu 80 metros de 1915 a 1950, e mais de 25 metros de 1985 e 1995.

Os ambientalistas estão preocupados também com a caatinga, apontada como uma das ações mais urgentes. A caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, abriga uma fauna e uma flora únicas, com muitas espécies endêmicas, ou seja, que não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta. Trata-se de um dos biomas mais ameaçados do Brasil, com grande parte de sua área tendo já sido bastante modificada pelas condições extremas de clima observadas nos últimos anos, e potencialmente são muito vulneráveis às mudanças climáticas.

O clima mais quente e seco poderia ainda levar a população a migrar para as grandes cidades da região ou para outras regiões, gerando ondas de “refugiados ambientais”, aumentando assim os problemas sociais já existentes nos grandes centros urbanos do Nordeste e do Brasil.
O que pode ser feito: avaliações do impacto e vulnerabilidade as mudanças climáticas

A população mais pobre é a que sofrerá mais e a região mais afetada seria um quadrilátero no Nordeste, compreendendo desde o oeste do Piauí, o sul do Ceará, o norte da Bahia e oeste de Pernambuco, onde estão as cidades com menor desenvolvimento humano. As projeções de clima para o futuro indicam riscos de secas de 10 anos ou mais.

Para um país com tamanha vulnerabilidade, o esforço atual de mapear tal vulnerabilidade e risco, conhecer profundamente suas causas setor por setor, e subsidiar políticas públicas de mitigação e de adaptação ainda se situa bem aquém de suas necessidades. O conhecimento sobre impactos setoriais avançou um pouco sobre a vulnerabilidade da mega diversidade biológica e de alguns agro-ecossistemas (milho, trigo, soja e café) às mudanças climáticas, com indicações iniciais de significativa vulnerabilidade. Nos setores de saúde, recursos hídricos e energia, zonas costeiras, e desenvolvimento sustentável do semi-árido e da Amazônia, a quantidade de análises de impactos e vulnerabilidade é substancialmente menor, o que aponta para uma premente necessidade de induzir estudos para esses setores.

São mais comuns os estudos de vulnerabilidade a mudanças dos usos da terra, aumento populacional e conflito de uso de recursos naturais, porém, é urgente um esforço nacional para a elaboração de um “Mapa Nacional de Vulnerabilidade e Riscos às Mudanças Climáticas”, integrando as diferentes vulnerabilidades setoriais e integrando estas com as demais causas de vulnerabilidade. Um plano contra a mudança climática incluiria tanto ações de adaptação (como mudar o zoneamento em cidades litorâneas para evitar o avanço do mar) quanto de mitigação.
Implementação de um sistema brasileiro de alerta precoce de seca e desertificação

Considerando a sensibilidade do Nordeste às variações climáticas, e ante uma potencial mudança do clima nessa região, considerada como a mais vulnerável às reduções de chuva e aumento das temperaturas, é necessária uma ação coordenada do governo para enfrentar a mudança de clima. O governo brasileiro está criando um sistema para prever a ocorrência de grandes períodos de seca no semi-árido e apontar as áreas suscetíveis a um processo de desertificação desencadeado por mudanças climáticas.

Batizado de Sistema Brasileiro de Alerta Precoce de Secas e Desertificação, o projeto visa à criação e implantação de um sistema, que permita trabalhar com a questão mais imediata que são as grandes secas episódicas que atingem a região, assim como a criação de uma ferramenta de diagnóstico para identificar as áreas mais afetadas pela degradação ambiental, e mais suscetíveis à desertificação.

fonte: Algo Sobre

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Água na Caatinga

Barragem de Sobradinho-BA com a caatinga

As águas subterrâneas de baixa e méda profundidade formam a base essencial de abastecimento para o consumo de seres humanos e animais. São águas disponíveis nos aluviões que constituem o fundo dos vales (
leito seco e áreas adjacentes - Baixios - dos cursos de águas temporários). Os animais consomem também a água armazenada em algumas plantas (sobretudo os cactos).

Rio São Francisco em Petrolina e Juazeiro (Foto: Phillipe Ramon)

O Principal rio que corta a Caatinga é o São Francisco, porém existem outros de menor extensão e volume de água. Alguns são seus afluentes, com os rios Branco, Grande, Corrente, Formoso e Carinhanha. O planalto da Borborema é cortado por rios perenes, porém de pequena vazão , como o Paraíba e o Capibaribe, além de outros de menor expressão como o Ipojuca e o Tracunnhaém. Nesta ecoregião, o potencial de águas subterrâneas é baixo, com predominância de águas salinas.

Barragem de Sobradinho cheia mas com a vegetação seca


Fonte


Fauna Típica: Xerófitas e cactáceas

Caatinga é uma expressão tupi-guarani para Mata Branca (caa = mata; tinga = branca). É um bioma típico de regiões áridas ou semi-áridas, e o único exclusivamente brasileiro. Ocupando uma área de cerca de 734.478 km² (11% do território brasileiro), engloba continuamente parte dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e o Norte de Minas Gerais.

Não é difícil entender a denominação adotada pelos indígenas: na Caatinga, as folhas das árvores são caducifólias, que caem durante os períodos mais críticos de estiagem, proporcionando um aspecto esbranquiçado à paisagem. Na época da chuva, as pequenas folhas de árvores e arbustos (seu tamanho reduzido visa a economia de água) enverdecem e o cenário de seca e aparente devastação dá lugar à exuberância de uma flora reerguida, como a fênix que renasce das cinzas. Esse conjunto de características é exclusivo das plantas xerófitas, típicas dos ambientes secos.

Além disso, a Caatinga também caracteriza-se pela presença de cactos, cujas folhas se converteram em espinhos para evitar a transpiração e o caule é suculento, servindo de reserva de água e alimento para sertanejos e suas criações.

As espécies mais comuns são macambiras (Bromelia laciniosa), umbuzeiros (Acrocomia aculeata), palmas (Gladiolus hortulanus), xique-xiques (Crotalaria incana), mandacarus (Cereus giganteus), juazeiros (Ceiba pentandra), caroás (Neoglaziovia variegata), aroeiras (Schinus terebinthifolius), baraúnas (Schinopsis brasiliensis) e ingazeiras (Inga edulis Mart).



Fonte / Fonte

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Não misture as coisas!

É muito comum a confusão entre Nordeste, Sertão e Caatinga. O primeiro passo no processo de diferenciação é constatar que os três são designações de conceitos distintos, a ver:

• Nordeste é uma das cinco regiões do Brasil, que abrange os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Trata-se, portanto, de uma divisão oficial da geografia do nosso país, um conjunto de Unidades Federativas, como o Sudeste, o Centro-Oeste e o Norte. Ocupa uma área de 1.558.196 km² e é a segunda maior região do país em extensão.




• Sertão é uma expressão que provém de "desertão", denominação adotada pelos portugueses para identificar qualquer lugar mais afastado dos centros urbanos. Convencionou-se chamar assim as regiões interioranas de Pernambuco, Bahia, Sergipe, Piauí, Ceará, Paraíba e o norte de Minas Gerais. Logo, abrange um Estado localizado fora do Nordeste e deixa de incluir, por exemplo, o Maranhão, localizado na mesma região. O Sertão está identificado abaixo pelo número (2).






• A Caatinga é particular das regiões áridas e semi-áridas. É predominante na área chamada Sertão e, embora esteja restrita à essa região (não há flora similar em qualquer outro lugar do mundo), não se trata de um grupo de Estados ou de um local específico, mas sim de um Bioma: conjunto de plantas e animais característicos, como o Cerrado, a Mata Atlântica e os Pampas.




Assim discriminados, fica mais difícil fazer confusão e mais fácil compreender as particularidades de cada um.

Fonte

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Mandacaru é alternativa para alimentar gado durante a seca

A seca no Nordeste tem preocupado criadores de gado, cabras e ovelhas da região. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), mais de 17% dos rebanhos de pequenos criadores morrem nesta época do ano.



O mandacaru, planta nativa que tem água no caule e nos espinhos e pode resistir a períodos de forte estiagem no sertão, pode ser uma solução para um dos problemas que a seca traz. De acordo com o pesquisador da Embrapa Nilton de Brito Cavalcanti, a plantação do mandacaru pode ser uma alternativa para alimentar animais em períodos de seca.

“A principal vantagem é que, na seca, a oferta de pastagem na caatinga é muito baixa, principalmente em termos de proteína. Como o mandacaru é mais resistente que muita planta, ele vai crescer e se desenvolver e, na época da seca, o agricultor vai ter uma fonte extra de proteína para alimentar os animais”.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Uva do Sertão

As vinícolas brasileiras tentam descobrir no vale do São Francisco uma casta que represente o país no mundo do vinho.

Fazenda em Petrolina-PE

O Brasil tem três grandes regiões produtoras de vinhos de qualidade. A primeira, e a mais tradicional, é o Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. Lá, os especialistas vaticinaram: trata-se de um lugar com enorme potencial para a produção de espumantes e inadequado para tintos (isso se deve à abundância de chuvas, o que torna o solo ácido demais). Na busca por um lugar ideal para a produção de tintos, as vinícolas rumaram para a Campanha Gaúcha, onde chove menos -- até agora, porém, os esforços não deram resultados que chamassem a atenção. Nas duas regiões do Sul do país, portanto, os produtores já sabem em que tipo de vinho apostar. No vale do rio São Francisco, na divisa entre os estados de Pernambuco e Bahia, o panorama é o oposto. As empresas do setor estão dando um salto no escuro jamais visto no país. Lá, estão sendo feitas frenéticas pesquisas em busca da uva que pode colocar o Brasil no mapa do mundo do vinho. Nada menos que 35 castas diferentes estão sendo testadas no sertão. "A Argentina tem a malbec, o Chile tem a carménère, a Nova Zelândia tem a sauvignon blanc e o Uruguai tem a tannat", diz o crítico americano Gerald Boyd, ex-editor da revista Wine Spectator. "Para competir no mercado internacional, o Brasil precisa achar a sua uva."


Canal de Irrigação Senador Nilo Coelho

O cenário em que estão sendo feitas essas buscas é peculiar. Os cerca de 200 hectares plantados na fazenda da Vinibrasil, associação entre a importadora Expand e a vinícola portuguesa Dão Sul, transformam a paisagem ao final dos 35 quilômetros da Estrada da Uva e do Vinho, que liga os municípios de Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, no interior de Pernambuco: os tons terrosos cedem espaço ao verde-vivo das vinhas. O oásis no meio do semi-árido só é possível graças à água bombeada do rio São Francisco e transportada por 600 quilômetros de tubos para gotejar lentamente sobre cada uma das cerca de 600 000 videiras. Lá, os executivos da empresa instalaram um laboratório que testa atualmente as 35 variedades de castas européias. "Compramos cerca de 20 000 das melhores plantas do mundo, direto do Institut National de la Recherche Agronomique (Inra), na França", diz o português João Santos, agrônomo da Vinibrasil. Dentre elas estão exemplares genéticos que levaram 30 anos em desenvolvimento pelos especialistas europeus. "Até agora, a casta mais bem-sucedida na região é a syrah", afirma Santos. A empreitada já trouxe alguns bons resultados. No ano passado, o vinho premium Paralelo 8, da linha Rio Sol, grande aposta da Vinibrasil, foi o primeiro brasileiro a aparecer na revista americana Wine Spectator, referência mundial no assunto. "São vinhos muito modernos e feitos de maneira competente", diz Jancis Robinson, colunista do Financial Times e uma das críticas mais influentes da atualidade.

Caatinga - Nossa Exclusividade

http://cabras-da-peste.blogspot.com/2009/08/caatinga-nossa-exclusividade.html
É uma formação vegetal que pode ser encontrada na região do semi-árido nordestino. Está presente também nas regiões extremo norte de Minas Gerais e sul dos estados do Maranhão e Piauí. Logo, é típica de regiões com baixo índice de chuvas (presença de solo seco). Na língua dos primeiros habitantes do Brasil, "caatinga" quer dizer "mata branca", devido às amplas regiões de mata rala. Porém, por trás da aridez da área, esconde-se um território com enorme biodiversidade.


Diante da escassez de água, as plantas que integram a Caatinga são xerófilas, espécies que se adaptam a essas condições. As cactáceas, por exemplo, possuem espinhos no lugar de folhas, para que haja uma diminuição no processo de evapotranspiração. Já as caducifólias, isto é, espécies vegetais que perdem as folhas em determinados períodos do ano, realizam esse processo para não perder água.


Os vegetais que formam a Caatinga, em geral, possuem folhas atrofiadas, que permitem enfrentar os extensos períodos sem chuva. Atualmente, existe somente 50% da vegetação original. Algumas áreas da Caatinga, que se encontram degradadas, estão ingressando no processo de desertificação, formando manchas de desertos entre a vegetação original

Na Caatinga, a atividade econômica mais praticada é a agropecuária, desenvolvida de maneira tradicional, alcançando uma baixa produtividade. A falta de manejo técnico na utilização do solo promove impactos negativos nesse ecossistema.